Empreendedorismo feminino: o que é e sua importância

Escrito Por: Laura Santos Publicado em: Marketing e Vendas Data de Criação: 09/04/2021 Acessos: 181 Comentários: 0

Conheça os desafios e as conquistas das mulheres no ambiente profissional

As mulheres vêm lutando há anos por igualdade social, de gênero e mais espaço no mercado de trabalho. Apesar dos grandes avanços e melhorias já conquistados, ainda existem diversos desafios a serem ultrapassados. Essa luta, no entanto, possui um importante aliado: o empreendedorismo feminino!

O empreendedorismo feminino é uma tendencia em pleno crescimento que inspira cada vez mais mulheres a abrirem seu próprio negócio. Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE, mostram que cerca de 9,3 milhões de mulheres estão a frente de negócios no Brasil e que, em 2018, elas já totalizavam 34% dos donos de negócios.

Além de contribuir para o crescimento da economia e para a criação de empregos, o empreendedorismo feminino transforma também as relações sociais. Quando mulheres alcançam a autonomia financeira, não precisam mais se submeter a relacionamentos abusivos e violentos, pois não dependem mais de terceiros para se sustentar.

As lideranças femininas têm também grande potencial transformador dentro das empresas, diversificando os pontos de vista na tomada de decisões e dando mais visibilidade para questões de gênero. Isso ocorre tanto no cotidiano com os colegas de equipe quanto na relação cliente/prestador de serviço.

O GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que é a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo, com dados de 49 países, mostrou, em sua última edição (2018), que o Brasil ficou em sétimo lugar no ranking de proporção de mulheres à frente de empreendimentos iniciais, ou seja, aqueles com menos de 42 meses de existência.

Mesmo com todo o cenário positivo de crescimento, ainda existem diversos avanços a serem feitos. Veja alguns dos principais obstáculos que as mulheres enfrentam durante suas jornadas empreendedoras.
1.    Preconceito
A discriminação no ambiente de trabalho e a diferença de oportunidades em relação aos homens ainda persistem. Apesar de terem um nível de escolaridade 16% superior, as mulheres continuam ganhando 22% menos que os homens empresários, segundo pesquisa do Sebrae.
Ou seja: mesmo com os avanços conquistados até aqui, ainda há um longo caminho pela frente até alcançarmos a igualdade plena entre homens e mulheres no empreendedorismo. 
2.    Dupla jornada
Além do preconceito, as mulheres precisam conciliar todas as suas responsabilidades da vida pessoal com a profissional. É desafiador, mas possível!
Dados da Rede Mulher Empreendedora (RME) revelam que 53% das empreendedoras brasileiras são mães e buscam horários flexíveis.
Por meio de uma gestão eficiente do tempo e com a divisão de responsabilidades entre os membros da família, a empreendedora encontrará mais harmonia entre os papéis que desempenha.
3.    Autoconfiança
O medo de falhar aterroriza muitas mulheres. Segundo a RME, apenas 35% das mulheres acreditam que seu negócio dará certo. Esse índice é de 50% quando o assunto é empresas lideradas por homens. 
Isso mostra como as mulheres precisam focar no desenvolvimento de habilidades como autoconfiança e liderança, além de mais preparo para tratar de questões financeiras e planejar a gestão. 
Lembrando que, em muitos casos, não se trata de uma desconfiança quanto às próprias capacidades, mas um receio de que o preconceito ainda seja maior do que o reconhecimento da mulher líder empresarial.
Para melhorar a autoconfiança, o ideal é procurar cursos que ajudem no desenvolvimento de habilidades técnicas e pessoais, para assim ter mais segurança nas tomadas de decisões.
Apesar dos desafios, muitas mulheres estão tomando a dianteira e fazendo a diferença no mundo, através da criação de negócios de impacto social e econômico. 
Por isso, o movimento está crescendo e deve ser apoiado para diminuir as desigualdades de gênero e aumentar a diversidade.


E aí, gostou do conteúdo? Conta para gente qual a empreendedora que você mais acompanha! Até a próxima.
 

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